quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Escuridão, o que escondes?

Na interpretação cotidiana da cultura ocidental a escuridão é "o caminho do mal". Ao nos abstermos do conceito inculcado colonialmente e citado anteriormente, devemos trilhar adiante e nos livrarmos dos preconceitos inúteis reverberados tradicionalmente e de arguições que só atrapalham a problematização analítica e dialética filosófica, simplesmente por considerarmos que forças bipolares necessariamente são atuantes na terra. De forma sempre conflituosa, isso deve ser encarado seriamente. Estamos visando uma visão ampla da escuridão e o que ela atribui de instrumentação, no deciframento daquilo que está velado, escondido, as escuras e é indecifrado. O motivo do título e norte da escrita, é o labirinto do caos na sociedade. Pois, uma busca no pandemônio da diversidade de testemunhos não seria o suficiente, por assim dizer. Então, qual o sentido de tudo isso?
Um outro dia qualquer, ao lidar com as imagens e sons cotidianos tive uma impressão interessante. E surgiu o questionamento. Será que, daquilo tudo que sabemos mas escondemos, por temor, pudor ou desprezo, deixemos que permaneçam  na escuridão, mesmo por pensarmos que todos já sabem, mas que não sabemos os reais motivos?
Um exemplo de Brasil, em uma imagem banal, o cuidado para o governo de um modo geral, por uma convenção política ou moral e ética, uns cedem o lugar aos outros dizendo: "você tem todo o direito, candidato eleito, de usufruir de forma descarada da riqueza da população". Devem levar em consideração que as pessoas que pagam os impostos, as mesmas pessoas que os elegem e são ao mesmo tempo a verdadeira representação do país, calam se omitem. Porque estão acuados? Não haveria outro momento? Permanecerão todos nas sombras?
Em uma outra imagem, uma segunda visão, nas ruas o povo acuado e temoroso diante do aumento da criminalidade, chegam a apontar suas armas entre si, mesmo perante a lei pacificadora, por simplesmente discordar das opiniões ou mesmo por uma briga no transito. O verdadeiro cego, é aquele que não querem ver, já dizia o filósofo, E a escuridão o que significa nesse provérbio? Um transtorno esquizofrênico da violência? Uma neurose do século XX? 
Todo esse teatro do consumo social e a apresentação circense das eleições se repete de forma cada vez mais estúpida.  Não conseguimos mais enxergar pela expansão da dimensão e tamanha grandeza que a coisa se tornou. Enquanto o povo se deixa iludir, confortáveis nos sofás de suas casas,  pelas polêmicas e espetacularizações da mídia e que propaga o terror em um país que o povo também vive no presídio domiciliar, escondido e com medo adquirido de uma imprensa chocante fomentadora do caos urbano através da violência e da falta de oportunidade. 
Uma atenção ao olhar para o que é sombrio e permanece indefinido, pela cinzenta e obscura trevas, longe dos julgamentos preconceituosos e falsos-moralismos, talvez poderás observar que muitos são os que só se interessam em lucrar e poucos são os que estão verdadeiramente preocupados com as frases libertadoras dos saberes. A luz se esconde na escuridão, que dentre dois lugares exemplificados, diante do que sabemos, ainda há muita desinformação. 

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