terça-feira, 15 de maio de 2012

Fragmentos.

No dia em que o calor atômico superar as expectativas de vida, as dobraduras do tempo mostrarão sua magnitude infinita. No horizonte, as palavras perecerão horrorizadas diante de suas limitadas expressões. Não restará nada além de tons de cinza, isso para as mentes mais apreensivas. Uma poética do absurdo ao se arriscar observar as frestas de um grande abismo. No império das incertezas, brilha solitária a estrela da manhã, que reluz diante do intenso caos abismal. Eis o fantástico paradoxo que se expõe diante da tão exasperada e polêmica realidade. Na lógica filosófica uma vida pressupõe uma morte. Sem materialismo, nem espiritualidade. Ouvi dizer que os esquizofrênicos são maioria no mundo das aberrações dogmáticas do monoteísmo. Neste instante, quem pode se considerar detentor da sanidade? O diplomado, o político, o propagador discursório das grandes mentiras? Na era vulgar uma retomada das higienizações corporais e mentais do fascismo, claro, somada aos atrativos das novas tecnologias e aparições sedutoras e alienatórias diversas. Algo completamente eminente para se considerar alheio às opiniões massivas. Tudo que é massivo causa o estardalhaço daquilo que é sóbrio, individual, ideológico e identitário. A força selvagem, maquinaria destrutiva e animal.

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