quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Religião não é moral e política não é partido.

Hoje estive conversando com um amigo quando ele falou em algo sobre preconceito contra ateus. Existe, é nítido, basta analisarmos superficialmente os fatos. Mas ninguém quer enxergar que há preconceito sobre tudo neste mundo insano. Mesmo ao lidar com o fato de nossa constituição defender os direitos plurais da cultura, da diversidade social e religiosa, indo contra o preconceito religioso, racial, de cor, de idade e de sexualidade. Ainda assim, o ateísmo não é religião, é um ideal espirituoso e sua moral é medida a partir de uma ética social e não a partir de um "soberano" que castiga os (a)morais que não o seguirem. É muito fácil ver as coisas onde as ideias são submetidas por leis "convencionalistas". Muitos não acreditam nisso, confundem moral com religião, desconhecem a ética e destratam quem se diz ateu. Simplesmente porque não entendem como as pessoas podem ser dignas se não "possuem um deus" que os punem se agirem "mal". Todos querem se abster das responsabilidades e colocar todo o pesar da questão nas mãos de alguém que não existe. Uma infantilidade de um complexo edipiano? É uma questão de consciência e não de falácias. As pessoas destratam ateus nas ruas, nos mercados e no jure que pune representando um "estado laico" através de uma moral ainda colonial e religiosa. Não preciso ser ateu e nem estou defendendo um partido ateísta, estou falando de uma questão política. De um imaginário social ainda preso à um provincianismo colonizador dos julgamentos de uma religião esquizofrênica e de um "deus" sádico.

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