segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Cósmica Embarcação Disciplinar!

É mínima toda atenção dada à domesticação dos costumes? Os meninos e os lobos que se cuidem, pois não restou pedra sobre pedra da ingenuidade de um saber primitivo! Todo arquétipo primitivista do ser sofreu a maior das inquisições e foi destruído, punido, devastado, aniquilado, extirpado, ou para não me tornar por demais pessimista: vigiado, disciplinado, controlado, regrado, censurado. Lembro-me de um exemplo em "o lobo da estepe", na luta maniqueísta de um burguês que se pretende permanecer "sempre em cima do muro" com seus conflitos ideológicos... Em cima de que muro? Dos que ele criou, claro! Da incerteza esquizofrênica que se move dentre tantas complexidades subjetivas, da carne anímica - terra, água, fogo, ar e vontade - desejante? Quem deseja tanto privar alguém de sentir? E o que tanto ele quer que se deseje? As grandes instituições não precisam mais de pessoas para cumprir protocolos, sobretudo de máquinas programadas para suas tão especiais funcionalidades. Ou seja, elas programam suas máquinas desejantes o tempo todo. Como acontece aos norte americanos, com a sua exacerbada "cotidianização" da vida. Como em a história das coisas - "The Story of Stuff" - da Annie Leonard, onde tudo isso também está gerando problemas maiores. O filósofo/historiador/antropólogo/psicólogo/letrado torna-se o programador de casos, processos e conceitos fomentados para que sejam interpretados e discutidos. Problemas cada vez maiores, e que muitos dos governantes não estão preparados para lidar com tamanha habilidade. Educação diferenciada? Isso acontece mesmo? Problemas que costumam se tornar grandes complexidades que quase sempre acarretam na famosa "crise da tartaruga", na política pública; que tudo rumina alimentando não sabem o que; vagarosamente no modo sempre paliativo dos processos do passado. Quais os planos? Se resume à se dar de bem, ninguém aguenta tanto desperdício, em meio à tamanha utopia? A lei institucional pela máquina social. É isso que programam, contraditórias máquinas que sem nenhuma percepção da diversificação dos saberes, dos costumes e das tradições se movimentam. Bits perdidos nos labirintos conflitivos do binarismo cognitivo dos casos passado/presente/futuro. Julgando sempre à tudo que é direito e falando demais do que quer que seja, tão animal - como na metamorfose de Kafka - que nem por um momento se deu conta disso, e o animal que esteve no inconscientemente ao despertar, vem do xamanismo, como em um sonho de Carl Gustav Jung. "Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta". A nova antropologia primitivista? Dos arquétipos do inconsciente coletivo? Dos dogmas de uma educação "benevolente" das relações sociais? De babel ao hibrido relativismo da pluralidade interdisciplinar da cultura? Tantos doentes frustrados, ressentidos, preconceituosos, enrustidos... Para tanta doença, qual é a cura geral? E o perdão pode mesmo curar? Haverá um sentimento holístico capaz de curar enfermidades tão diversas traumas - tão infantis/antigos e íntimos - de nosso desentendimento do mundo? Ficam estas questões para maior criticidade de um estruturalismo que a cada dia está mais sufocante...

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