terça-feira, 9 de novembro de 2010

Partindo do Livre Pensar!

As arguições sobre liberdade de pensamento na contemporaneidade perpertuam de forma morosa perante as grandes reapropriações e fomentações de interesses colonizadores dogmáticos do saber social e cultural, isso a partir de distintos grupos políticos de nossa sociedade. O caos cultural está instalado. Tivemos como exemplo essa última campanha política para Presidente, que se tornou uma disputa fundamentalmente em torno de qual candidato seria mais "cristão" que o outro. Um grande teatro, não acham? Se nossos governantes fossem mesmo "justos" e "bondosos" (tomando como exemplo os "princípios" do "deu$" que motivou a colonizar e governar os "povos selvagens do mundo"). Porque vivemos diante de tanta ignorância, caoticidade, roubalheira, sacanagem e corrupção? É o homem civilizado que deseja tudo somente pra si? Isso vem do Capitalismo e Esquizofrenia? A revolução é a maior das utopias, inventada somente para suprir os devaneios e delírios de uma juventude que quer vida e é saudável, mas nunca realmente possível. Daí, mais questões conjuntas. Estamos mesmo em busca de governantes que compreendam, problematizem e tomem partido perante as complexidades socioculturais? Ou estamos em busca de governantes que se intitulem e realmente sejam (risos) cada vez mais "cristãos" que outros? E de que serve a nossa Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, inciso VI, onde dispõe que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, proteção aos locais de culto e a suas liturgias"? Conhecer nossas leis é conhecer também nossa história! O que estamos buscando para nossos descendentes culturais é a comprovação de que vivemos totalmente alienados em uma "república democrática"? Que tipo de "democracia" temos como exemplo para mostrar aos nossos conterrâneos, uma "democracia cristã"? Nada mais autoritário do que isso; não é mesmo? Se partindo de um livre pensar, pudéssemos chegar ao Partido Livre de dogmas, ideologias e interesses (de "alguns" detentores dessa "razão democrática cristã"). Assim, possa ser que surja algo distante e diferente dessa brutal e banal mentalidade escatológica religiosa em que vivemos, mas isso, nos parece que é mais uma entre as tantas utopias. Conclui-se que estamos muito desacreditados das coisa. Pois acreditar que a "verdadeira" vida será vivida após a morte em nome de alguma religião, quaisquer que seja ela, é deixar de viver politicamente o agora e colocar sua própria vida nas mãos dos "lobos em pele de cordeiro", que por sinal saberão muito bem o que fazer com ela...

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